Optamos por apresentar aos colegas o pavilhão de Adriana Varejão que nao apresenta obras complexas ou propriamente belas mas nos chamou a atenção justamente por causar estranhamento.A propria artista carioca afirma que "A arte não é para enfeitar ambientes. Deve incomodar mesmo e atingiu a inteligência da emoção".
Outro aspecto é que por se tratar na verdade de uma galeria,as obras foram posicionadas pensando na gradação de acesso no prédio.Ao ultrapassar o espelho dágua encontra-se a primeira obra :"Panacea Phantastica",um banco que reproduz em seus azulejos 50 tipos de plantas alucinógenas de diversas partes do mundo,na qual a artista (muito sutilmente)faz a insinuação de que as plantas ali representadas deveriam ser consumidas para se ter plena contemplação das obras.
Assim que se entra no ambiente interno observa-se "Linda do Rosário" que causa grande impacto pelo aspecto de visceras e carne saindo de dentro dos azulejos que compoem a obra.A inspiração para a criação veio de um acidente em um bordel do RJ (de mesmo nome da obra) no qual dois amantes faleceram apos o desabamento de uma das paredes do quarto sobre a cama dos dois.
Na lateral do mesmo pavimento encontra-se "O Colecionador" pintura de parede ,da série Saunas, que faz uso de uma palheta quase monocromática para criar um labirinto interior idealizado. Com seus jogos de luz e sombras, a pintura evoca espaços de prazer e sensualidade e reflete a arquitetura do pavilhão, propondo uma continuidade virtual do espaço.
Ao subir as escadas somos tomados pela quarta obra apresentada :"Celacanto Provoca Maremoto" ,que envolve totalmente o ambiente contrastando o seu azul e branco caracteristicos.Especialmente criada para o espaço a partir de um painel original em apenas uma parede, a obra vale-se do barroco e da azulejaria portuguesa como principais referências históricas, mas também da própria história colonial que une Portugal e Brasil: afinal de contas aqui estamos nos domínios do mar, o grande elemento de ligação entre velho e novo mundos no período das grandes navegações.Os azulejões fazem referência à maneira desordenada e casual com a qual são repostos os azulejos quebrados dos antigos painéis barrocos.
Pelas laterais da ultima chega-se a quinta obra : "Carnivoras". Valendo-se de uma das modalidades mais consagradas da pintura in situ, a pintura de forro, a obra pode ser visualizada a partir do primeiro ou do segundo piso.
Por fim,saindo do segundo pavimento o visitante é levado ao terraço,onde pode apreciar a sexta e ultima obra "Passarinhos – de Inhotim a Demini" outro grande banco, pintado por Beatriz Sauer, reproduzindo mais de 250 espécies de pássaros comuns na região de Inhotim.












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